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  1. Este é provavelmente melhor método para eliminar ervas daninhas e controle de peste na agricultura
  2. Circuito Agro Banco do Brasil em Paragominas
  3. Tambaqui de cultivo: produção e consumo em crescimento no país
  4. Governo estuda medida para ampliar geração de energia por usinas à biomassa
  5. Inventário Florestal Nacional revelará condição do bioma Cerrado
  6. Cursos atualizarão técnicos agrícolas na emissão de receituário agronômico
  7. Bezerreiros coletivos: quando e por que utilizar?
  8. Leite longa vida da Nestlé deixa de conter estabilizantes
  9. Sombra aumenta em 20% produção de embriões
  10. Baixa oferta sustenta recuperação dos preços da arroba
  11. Senar planeja novas estratégias para ampliar ações de Assistência Técnica e Gerencial aos produtores
  12. Agropec 2018 em números
  13. Novo sistema da Adepará vai agilizar o trabalho e gerar economia para produtores rurais
  14. Aprovado prazo que prorroga adesão ao Refis do Funrural
  15. Solução para fraudes em Laboratórios Agropecuários
  16. Senar planeja novas estratégias para ampliar ações de Assistência Técnica e Gerencial aos produtores
  17. Técnico formado pelo Senar desenvolve hortas em unidades prisionais da Paraíba
  18. Seca: produção leiteira cada vez mais escassa no Estado de Pernambuco
  19. Qual a permanência do selante de tetos aplicado na secagem?
  20. Mais conhecimento aos produtores de Paragominas e Região
  21. Julgamento de Animais – Premiando os melhores na Agropec 2018
  22. Prazo para Declaração do Imposto Territorial Rural (DITR)
  23. Cavalgada 2018
  24. Equipe de apoio à Agropec – Trabalho duro e muita dedicação
  25. Agropecuária do Pará é a que mais se expande em 11 anos
  26. Soja: Mercado fecha negativo em Chicago com guerra comercial e projeção de boa safra nos EUA
  27. Ação rápida da Polícia prende mais de 50 criminosos que invadiram fazenda e aterrorizaram família no interior
  28. Secretária de Urbanismo de Paragominas inicia poda de árvores na cidade
  29. Como diferenciar a tristeza parasitária da tripanosomose bovina?
  30. Faculdade CNA está com inscrições abertas para os cursos de graduação a distância em agro
  31. Sistema Faepa/Senar é parceiro das obras na Bernardo Sayão
  32. Produção e exportação mundial de carnes deverá crescer em 2018
  33. Um panorama do agronegócio no Brasil
  34. Coleta seletiva e reciclagem reduz impactos ambientais em Paragominas
  35. CEPTIS e Embrapa assinam acordo de cooperação para projetos de rastreabilidade segura na soja
  36. Caminhoneiros discutem tabela do frete mínimo no STF
  37. Setor produtivo pede ao Ministério da Cultura mais incentivos ao Pará
  38. Proibição de embarques de gado vivo pode reduzir comércio com árabes
  39. Fretes altos seguram preços do milho
  40. Comissão da Câmara aprova projeto que flexibiliza uso de agrotóxico
  41. Soja de Paragominas (PA) já tem fluxo normalizado após paralisação dos caminhoneiros
  42. Representantes de classes, entidades e municipais de Paragominas, entram em acordo com lideres do movimento dos caminhoneiros
  43. SPRP participa de um dos maiores eventos da pecuária do País – InterCorte 2018
  44. CAR – Cadastro Ambiental Rural será validado diretamente pela Semma Municipal
  45. Palestra: “Apresentação da cidade – Infraestrutura urbana e geográfica”
  46. Prefeitura Municipal de Paragominas entrará com petição em defesa do emprego e renda na região
  47. Prefeitura de Paragominas assina Lei que regulamenta a criação de peixes exóticos
  48. Paragominas terá uma “Força Tarefa” na atividade de pecuária sustentável no município
  49. Relatório sobre defensivos agrícolas pode ser votado na próxima semana
  50. Triste Realidade. Mas… apenas mais um descaso com o Produtor Rural
  51. Diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas convoca reunião com representantes da Suzano Papel e Celulose para atender as demandas da vicinal do KM 204
  52. Licenciamento de bovinocultura, alteração das exigências.
  53. Soja: Preços no Brasil são 3º melhor da história, mas vendas agora são limitadas
  54. Representantes do setor Agro solicitam isenção do ICMS sobre o transporte de grão no Estado.
  55. Evento mais completo da indústria de ingredientes alimentícios da América Latina, Food ingredients South America (FiSA) 2018 traz novas atrações
  56. Pércio Barros de Lima – Especial 50 anos Agropec
  57. MST paralisam BR 010 próximo ao município de Ulianópolis PA
  58. Deputado Nilson Leitão: O “Morde e Assopra” do agro brasileiro
  59. Paraguai investe em portos e estradas para ‘roubar’ parte da safra brasileira
  60. Resultados do Projeto Biomas na Amazônia são publicados
  61. MPF instaura inquérito civil para apurar alagamento em Paragominas
  62. Núcleo de Apoio Empresarial promove reunião técnica com SEGUP e entidades ligadas ao Agro
  63. Governo do Estado entrega veículos a prefeituras para combater o desmatamento
  64. Projeto de lei municipal regulamenta cultivo de espécies exóticas em Paragominas
  65. Gestão pública e o “Movimento destrava Pará”
  66. Agropalma – Nota Oficial
  67. Paragominas participa do Tropical Forest Alliance em SP
  68. Justiça do Pará cumprirá reintegração de pose na fazenda Campo de Boi
  69. Maggi esclarece nova fase da Operação Carne Fraca e diz que população não corre risco
  70. Monitores para agricultura de precisão, práticos e intuitivos, facilitam operações no campo e melhoram resultados da produção
  71. Apenas 18% dos brasileiros estão com contas “no azul”
  72. BRF na berlinda com Operação Carne Fraca provoca danos à economia
  73. Aplicativo ajuda a planejar a alimentação do gado o ano todo Disponível para celulares com o sistema Android.
  74. Expectativa é de abertura de novos mercados para carne da América do Sul, diz Minerva
  75. O Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 destinará R$ 200 bilhões com juros menores para financiar a agricultura.
  76. Comissão aprova projeto que favorece integração da produção de peixes com agricultura
  77. Com medo de mudanças na Previdência, brasileiro se aposenta ainda mais cedo
  78. Soja: Preços sobem no Brasil nesta 2ª feira, mas produtores esperam novas altas para vender
  79. Disputa comercial China x EUA pode ampliar espaço e preços para soja do Brasil
  80. Pecuária tem aumento de 80% na produtividade nos últimos 40 anos
Domingo, Setembro 23, 2018
  1. Este é provavelmente melhor método para eliminar ervas daninhas e controle de peste na agricultura
  2. Circuito Agro Banco do Brasil em Paragominas
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  80. Pecuária tem aumento de 80% na produtividade nos últimos 40 anos

O período seco (PS) é uma fase de alto risco de novas infecções intramamárias (IIM) em vacas leiteiras, as quais frequentemente são detectadas apenas nas primeiras ordenhas após o parto. A alta frequência de IIM adquiridas no período seco está associada a fatores como: o ingurgitamento da glândula mamária nos primeiros dias após a secagem, a interrupção da desinfeção dos tetos e o atraso ou ausência de formação do tampão de queratina no canal do teto. De fato, até 50% dos tetos não têm o tampão de queratina inteiramente formado durante os primeiros 10 dias após a secagem. Além disso, em 3 a 5% dos tetos, a formação completa do tampão de queratina não é observada durante todo o PS. Infecções de origem do PS, juntamente com casos de mastite crônica da lactação anterior, são fatores determinantes da prevalência de mastite na lactação subsequente.

 

Atualmente, a principal ferramenta para a prevenção de novas IIM durante o PS é o uso de selantes internos de tetos (SIT). Estes produtos são formulações inertes, sem propriedades antimicrobianas, os quais são injetados nos tetos no momento da secagem para formar uma barreira física contra a invasão de microrganismos causadores de mastite. Um estudo recente demonstrou que o SIT aplicado em associação com antibióticos de secagem reduziu em 48% o risco de mastite clínica na lactação subsequente em comparação a vacas que receberam apenas o antibiótico. Selantes internos de tetos não são absorvidos pelo tecido da glândula mamária e podem persistir nos tetos durante todo o PS, até serem manualmente removidos durante a primeira ordenha pós-parto ou pela mamada do bezerro.  

 

Apesar da eficácia dos SIT já ter sido avaliada, ainda não está claro qual é a proporção de tetos que permanecem com o selante formando um plugue (tampão) na base da cisterna do teto até o parto (Figura 1). Além disso, poucos dados estão disponíveis sobre o tempo que as vacas levam para eliminar completamente os resíduos de SIT após o parto. Também não está totalmente elucidado se vacas que não possuem o selante na cisterna do teto antes da primeira ordenha estão em maior risco de adquirirem novas IIM.

 

Figura 1 – Presença de selante formando uma barreira física na cisterna dos tetos de vacas leiteiras (adaptado de Carneiro Filha et al., 2006).

 

Um estudo recente avaliou 557 quartos mamários de 156 vacas distribuídas em 6 rebanhos que receberam SIT (associado ou não a antibióticos) na secagem. As vacas selecionadas tinham PS previsto de 35 a 75 dias e não receberam antibióticos nos últimos 14 dias pré-secagem. Este estudo avaliou a prevalência de quartos com SIT na primeira ordenha após o parto e a persistência de resíduos de selante no leite durante o início da lactação. Além disso, o estudo investigou se quartos que não tinham SIT presente na primeira ordenha após o parto tiveram a mesma proteção contra novas IIM durante o PS em comparação com quartos que possuíam o SIT na primeira ordenha.

 

A presença do selante na primeira ordenha e a avaliação de resíduos de SIT presentes no leite em cada ordenha foram realizados por ordenhadores treinados em cada rebanho. A presença do selante na cisterna do teto foi considerada se a pressão exigida para remover o produto foi maior do que a força necessária para a extração normal do leite. Associado a isso, uma quantidade significativa de SIT teria que ser observada após a retirada dos primeiros jatos de leite. Os resíduos de SIT foram observados a cada ordenha pela retirada dos primeiros jatos de leite diretamente no chão da sala de ordenha ou pelo uso de uma caneca telada. O último dia em que os resíduos do SIT foram observados no leite foi usado para calcular o tempo que cada quarto mamário liberou resíduos. O término da eliminação de resíduos de selante no leite foi constatado pela ausência do produto em pelo menos quatro ordenhas sucessivas.

 

Informações das vacas (número de lactações, produção de leite na secagem e produção de leite no início da lactação) foram registradas e avaliadas como potenciais fatores que afetariam a eliminação do SIT. Amostras de leite dos quartos mamários de todas as vacas selecionadas foram coletadas para detecção de IIM no dia anterior à secagem, e em dois momentos após o parto (dia 4 e antes de 18 dias em lactação).

 

Dentre os quartos mamários avaliados no estudo, 321 (57,6%) receberam uma combinação de antibiótico e SIT, enquanto 236 (42,4%) receberam apenas SIT. A média de produção de leite das vacas foi de 24,7 Kg/dia no momento da secagem e de 45,2 Kg/dia após o parto. A média de duração do PS foi de 52 dias, variando de 35 a 73 dias.

 

A presença do SIT foi observada em 83% dos quartos mamários avaliados na primeira ordenha após o parto. De forma geral, a duração de liberação de resíduos de selante no leite variou de 0 a 12 dias, com uma média de 4 dias (Figura 2). Para quartos com SIT presente na primeira ordenha após o parto, a eliminação de resíduos variou de 1 a 12 dias (média de 4,5). Por outro lado, para quartos sem o plugue, a eliminação de resíduos variou de 0 a 8 dias (média de 1,2 dias).

 

Figura 2 – Distribuição do número de dias de eliminação de resíduos de SIT após o parto, de acordo com a presença ou não de selante na primeira ordenha.

Novas IIM foram observadas em 16,4% (87/530) dos quartos mamários. Patógenos ambientais foram a principal causa de novas IIM (69% dos casos). Dentre os patógenos ambientais, Aerococcus spp. e espécies de Staphylococcus coagulase negativa foram os mais prevalentes nos casos de novas IIM. Por outro lado, Staphylococcus aureus e Corynebacterium spp. foram os patógenos contagiosos mais frequentes. Não houve diferença no risco de novas IIM entre os quartos que apresentaram o SIT (16,2%) e os que não apresentaram o SIT (16,7%) na primeira ordenha após o parto. Estes resultados sugerem que as vacas permaneceram protegidas mesmo com a eliminação precoce do SIT.

 

Quartos mamários que receberam apenas SIT na secagem tiveram 2,6 vezes mais chance de ter a presença de selante após o parto que quartos secados com a combinação de antibiótico e SIT. Um estudo publicado anteriormente sugeriu que antibióticos formulados a base de óleo podem solubilizar o selante e afetar a formação do plugue de selante. Além disso, quartos mamários posteriores tiveram 2,1 vezes mais chance de ter o plugue de selante na primeira ordenha pós-parto que quartos anteriores.

 

Quando o SIT estava presente na primeira ordenha após o parto, foi necessário um período mais longo para a completa eliminação do SIT em vacas mais velhas. Vacas com ≥4 lactações eliminaram o selante por aproximadamente 5 dias, enquanto que a eliminação foi de aproximadamente 4 dias para vacas de 2ª e 3ª lactação. Quando o selante não estava presente na primeira ordenha após o parto, a duração de eliminação de resíduos também foi maior para vacas mais velhas, porém, também observou-se maior duração de excreção de selantes em quartos posteriores e em vacas que passaram por PS mais longos. Apesar destes fatores de risco terem sido associados com a permanência do tampão de selante na cisterna dos tetos, as diferenças entre as vacas que apresentaram ou não o SIT após o parto foram relativamente pequenas, e, portanto podem não ter relevância clínica.

 

Por fim, este estudo tinha como hipótese o fato de que vacas com maior produção de leite estariam em maior risco de não ter o SIT no parto devido ao aumento da pressão interna no úbere após a secagem. Consequentemente, vacas mais produtivas poderiam estar em maior risco de eliminação do selante antes do parto. No entanto, a permanência do tampão de selante após o parto não foi afetada pela produção de leite das vacas na secagem. Contudo, o uso de SIT é uma estratégia importante para a prevenção de novas IIM durante o período seco, a qual deve ser estimulada no manejo de rebanhos leiteiros.

 

 

Fonte:

Kabera et al. (2018). Journal of Dairy Science. 101(7):6399–6412. (https://doi.org/10.3168/jds.2017-13986).

Por: Tiago Tomazi e Marco Veiga Santos

Equipe MilkPoint

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